Conférence "SDG-10, Culture and Decade of Action-Challenges for Human Rights": Discours du Chancelier princier Martial Mutte

Conférence "SDG-10, Culture and Decade of Action-Challenges for Human Rights": Discours du Chancelier princier Martial Mutte

Conférence « SDG-10, Culture and Decade of Action-Challenges for Human Rights »: Discours du Chancelier princier Martial Mutte

 

Intervention de S.E. M. Martial Mutte invité à la conférence du 11/12/2020 : "SDG-10, Culture and Decade of Action-Challenges for Human Rights" sous l'égide des Nations Unies.


DISCOURS DE S.E. M. MARTIAL MUTTE, CHANCELIER PRINCIER DE L'ETAT-NATION DE LA PRINCIPAUTÉ DE SEBORGA SUR L'INFLUENCE CULTURELLE ET MULTICULTURELLE DE L'AFRIQUE SUR LE RESPECT DES DROITS DE L'HOMME SUR LE CONTINENT AFRICAIN :

Chers Docteurs, Excellences, Mesdames, Messieurs,

Cher tous,

Je souhaiterais tout d’abord remercier l’Organisation des Nations-unies et les initiateurs de cette conférence qui me permettent en ce jour de m’exprimer sur ce thème du Respect des Droits de l’Homme et particulièrement en Afrique, un continent auquel nous sommes très sensibles et attachés au sein de l’Etat-nation de la Principauté de Seborga que je représente en tant que Chancelier princier.

La Charte initiale des Droits de l’Homme a fait son chemin depuis sa création puis par la suite son adoption par la majorité des Etats membres de l’Organisation des Nations-unies.

  Cette Charte nous réserve à tous le même traitement - que nous soyons hommes ou femmes, riches ou pauvres, jeunes ou vieux, blancs ou noirs, grands ou petits.

Si certains pays n'adhèrent pas encore à la Charte, au regard de leur volonté politique, nous sommes en revanche unanimement d’accord sur une chose, nous reconnaissons tous sans hésitation, le droit au respect de l’Humain avec un grand « H ».

Cette Charte est reconnue officiellement depuis le 10 décembre 1948 pour laquelle nous avons célébré hier le 72ème anniversaire d’un monde étatique et civil qui s’est matérialisé à partir de textes fondateurs remontant au tout début de l’Antiquité.

On y retrouve en effet les traces d’une vision comparable à notre monde civilisé depuis 4000 ans au Moyen Orient et en Afrique dans :

Le code d’Hammourabi en Babylonie qui fut le premier code juridique écrit en Iraq, à l’instigation du Roi de Babylone.

A la même époque, il a été également rapporté qu’un pharaon de l’Egypte ancienne a eu les mêmes égards auprès de sa population.

Puis par la suite dans la Charte de Cyrus en Iran, rédigée par le Roi de Perse pour le peuple de son Royaume.

Et enfin une vision déjà très moderne dans la Charte du Mandé, basée sur la codification des traditions orales d’Afrique occidentale datant du millénaire précédent, et défendant des principes comme la décentralisation, la protection de l’environnement, les droits de l’homme et la diversité culturelle.

pour ne citer que ces quelques références…

L’Afrique n’avait pas attendu la Charte des Nations Unies pour instaurer les droits et devoirs de ses peuples. Avec sa vision africaine du monde, le courant philosophique Ubuntu, qui trouve ses origines en Afrique du Sud, restitue l’essence même de la signification de l’être humain et met l’accent sur le respect de l’ensemble des membres de la communauté, l’hospitalité et la générosité.

Et c’est Monseigneur Desmond Tutu, Prix Nobel de la Paix, qui a montré cette voie comtemporaine, reprise ensuite avec ferveur par Nelson Mandela, qui a su le laisser en héritage à l’Afrique mais aussi au reste du monde en ayant été toute sa vie l’un des meilleurs sinon le meilleur ambassadeur humaniste,jusqu’à très récemment en trouver écho dans un discours magistral du Président Barack Hussein Obama.

L’Ubuntu a sa propre universalité africaine puisque la racine de ce mot est présente dans la plupart des langues bantoues (du lingala au kikongo, du kiswahili au kinyarwanda et kirundi, du xhosa au zoulou), son origine remonte à l’aube des temps.

« JE SUIS PARCE QUE NOUS SOMMES »

Je suis un être humain par et pour les autres.

Voilà une philosophie à enseigner dans toutes les écoles africaines que les Etats aient ou non adoptés la Charte.

Cette phrase résonne pleinement au sein de l’Etat-nation de la Principauté de Seborga et explique par là-même notre profond attachement au continent africain, car notre administration numérique si moderne soit-elle, est justement basée sur une inter-coopération entre humains de toutes cultures, langues, ethnies et continents confondus, et nous permets ainsi d’acquérir une richesse multiculturelle de savoirs et de compétences à destination de tous les peuples...

Je vous remercie.

H.E. M. Martial Mutte.

DISCURSO DE S. MARTIAL MUTTE, CHANCELER PRINCIPESCO DO ESTADO-NAÇÃO DO PRINCIPADO DE SEBORGA SOBRE A INFLUÊNCIA CULTURAL E MULTICULTURAL DA ÁFRICA SOBRE O RESPEITO DOS DIREITOS HUMANOS NO CONTINENTE AFRICANO. (11 de dezembro de 2020)

Estimados Doutores, Excelências, Senhoras e Senhores Deputados,

Caro a todos,

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à Organização das Nações Unidas e aos promotores desta conferência, que me permitiram, hoje, pronunciar-me sobre este tema do respeito dos direitos humanos e, em particular, em África, um continente ao qual somos muito sensíveis e afeiçoados no seio do Estado-nação do Principado de Seborga, que represento como Chanceler principesco.

A Carta inicial dos Direitos do Homem fez o seu caminho desde a sua criação e, posteriormente, a sua adopção pela maioria dos Estados membros da Organização das Nações Unidas. 

Esta Carta reserva-nos a todos o mesmo tratamento - quer sejamos homens ou mulheres, ricos ou pobres, jovens ou velhos, brancos ou negros, grandes ou pequenos.

Se alguns países ainda não aderem à Carta, tendo em conta a sua vontade política, estamos em contrapartida unanimemente de acordo sobre uma coisa, todos reconhecemos sem hesitação o direito ao respeito do Homem com um grande «H».

Esta Carta é oficialmente reconhecida desde 10 de Dezembro de 1948, para a qual celebrámos ontem o 72º aniversário de um mundo estatal e civil que se materializou a partir de textos fundadores que remontam ao início da Antiguidade.

Com efeito, nele se encontram vestígios de uma visão comparável ao nosso mundo civilizado desde há 4000 anos no Médio Oriente e em África:
 
O Código de Hammourabi na Babilónia, que foi o primeiro código jurídico escrito no Iraque por iniciativa do Rei da Babilónia.
 
Ao mesmo tempo, também foi relatado que um antigo faraó do Egito teve a mesma consideração com a sua população.
 
Em seguida, na Carta de Ciro no Irã, redigida pelo Rei da Pérsia para o povo de seu Reino.
 
E, finalmente, uma visão já muito moderna na Carta do "Mandé", baseada na codificação das tradições orais da África Ocidental do último milénio, e defendendo princípios como a descentralização, a protecção do ambiente, direitos humanos e diversidade cultural.
 
para citar apenas estas poucas referências...
 
A África não tinha esperado pela Carta das Nações Unidas para instaurar os direitos e deveres dos seus povos. Com a sua visão africana do mundo, a corrente filosófica Ubuntu, que tem as suas origens na África do Sul, restitui a própria essência do significado do ser humano e põe a tónica no respeito pelo conjunto dos membros da comunidade, na hospitalidade e na generosidade.
 
E foi Monsenhor Desmond Tutu, vencedor do Prémio Nobel da Paz, que mostrou esta via contemporânea, retomada em seguida com fervor por Nelson Mandela, que soube deixá-lo em herança à África, mas também ao resto do mundo, tendo sido, durante toda a sua vida, um dos melhores, senão mesmo o melhor, embaixador humanista,até muito recentemente encontrar eco num discurso magistral do Presidente Barack Hussein Obama.

O Ubuntu tem a sua própria universalidade africana, pois a raiz desta palavra está presente na maior parte das línguas bantoes (do lingala ao kikongo, do kiswahili ao kinyarwanda e kirundi, do xhosa ao zulu), a sua origem remonta ao amanhecer dos tempos.

«EU SOU PORQUE SOMOS»

Sou um ser humano por e para os outros.

Eis uma filosofia a ensinar em todas as escolas africanas, quer os Estados tenham ou não adoptado a Carta.

Esta frase ressoa plenamente no seio do Estado-nação do Principado de Seborga e explica, por isso, o nosso profundo apego ao continente africano, pois a nossa administração digital, por mais moderna que seja, baseia-se justamente numa inter-cooperação entre seres humanos de todas as culturas, línguas, etnias e continentes, e, assim, permitimo-nos adquirir uma riqueza multicultural de saberes e de competências para todos os povos...

Muito obrigado a todos.

S.E. Sr Martial Mutte.

 

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